IV Domingo da Quaresma

A liturgia do 4º Domingo da Quaresma garante-nos que Deus nos oferece, de forma totalmente gratuita e incondicional, a vida eterna.
A primeira leitura diz-nos que, quando o homem prescinde de Deus e escolhe caminhos de egoísmo e de auto-suficiência, está a construir um futuro marcado por horizontes de dor e de morte. No entanto, diz o autor do Livro das Crónicas, Deus dá sempre ao seu Povo outra possibilidade de recomeçar, de refazer o caminho da esperança e da vida nova.
A segunda leitura ensina que Deus ama o homem com um amor total, incondicional, desmedido; é esse amor que levanta o homem da sua condição de finitude e debilidade e que lhe oferece esse mundo novo de vida plena e de felicidade sem fim que está no horizonte final da nossa existência.
No Evangelho, João recorda-nos que Deus nos amou de tal forma que enviou o seu Filho único ao nosso encontro para nos oferecer a vida eterna. Somos convidados a olhar para Jesus, a aprender com Ele a lição do amor total, a percorrer com Ele o caminho da entrega e do dom da vida. É esse o caminho da salvação, da vida plena e definitiva.

Leitura I - 2Cr 36, 14-16.19-23

Leitura II - Ef 2, 4-10

Evangelho - Jo 3, 14-21


CELEBRAR CANTANDO

Entrada - Iremos com alegria (Lau. 439) Carvide - Vamos entrando

Salmo - Se eu de ti me lembrar Jerusalém

Ofertório - O povo de Deus (Lau. 574) Carvide - Para o Teu altar

Comunhão - Deus enviou ao mundo (Lau. 277)

Pós-comunhão - Vós sois o sal da terra (Lau. 886) Carvide - Pai Nosso galego

Final - Nossa alegria (Lau. 542) Carvide - Trá-lá-lá-lá-lá


lll DOMINGO DA QUARESMA

A liturgia do 3º Domingo da Quaresma dá-nos conta da eterna preocupação de Deus em conduzir os homens ao encontro da vida nova. Nesse sentido, a Palavra de Deus que nos é proposta apresenta sugestões diversas de conversão e de renovação.
Na primeira leitura, Deus oferece-nos um conjunto de indicações (“mandamentos”) que devem balizar a nossa caminhada pela vida. São indicações que dizem respeito às duas dimensões fundamentais da nossa existência: a nossa relação com Deus e a nossa relação com os irmãos.
Na segunda leitura, o apóstolo Paulo sugere-nos uma conversão à lógica de Deus… É preciso que descubramos que a salvação, a vida plena, a felicidade sem fim não está numa lógica de poder, de autoridade, de riqueza, de importância, mas está na lógica da cruz – isto é, no amor total, no dom da vida até às últimas consequências, no serviço simples e humilde aos irmãos.
No Evangelho, Jesus apresenta-Se como o “Novo Templo” onde Deus Se revela aos homens e lhes oferece o seu amor. Convida-nos a olhar para Jesus e a descobrir nas suas indicações, no seu anúncio, no seu “Evangelho” essa proposta de vida nova que Deus

Leitura I - Ex 20, 1-17
Leitura II - 1 Cor 1,22-25
Evangelho- Jo 2, 13-25

CELEBRAR CANTANDO

Entrada - Quem poderá subir (lad.709) VIEIRA - Vamos entrando
Salmo - Senhor Vós tendes palavras de vida eterna
Ofertório - Como é admirávelo Senhor ( laud.223) VIEIRA - Para o teu altar
Comunhão - Eu vim para que tenham vida ( laud. 382)
Pós Comunhão - O templo de Deus é Santo ( laud.617)
Final - Silêncio VIEIRA - Trá-lá-lá - lá eu vou com Deus

II Domingo da Quaresma

No segundo Domingo da Quaresma, a Palavra de Deus define o caminho que o verdadeiro discípulo deve seguir para chegar à vida nova: é o caminho da escuta atenta de Deus e dos seus projectos, o caminho da obediência total e radical aos planos do Pai.O Evangelho relata a transfiguração de Jesus. Recorrendo a elementos simbólicos do Antigo Testamento, o autor apresenta-nos uma catequese sobre Jesus, o Filho amado de Deus, que vai concretizar o seu projecto libertador em favor dos homens através do dom da vida. Aos discípulos, desanimados e assustados, Jesus diz: o caminho do dom da vida não conduz ao fracasso, mas à vida plena e definitiva. Segui-o, vós também.Na primeira leitura apresenta-se a figura de Abraão como paradigma de uma certa atitude diante de Deus. Abraão é o homem de fé, que vive numa constante escuta de Deus, que aceita os apelos de Deus e que lhes responde com a obediência total (mesmo quando os planos de Deus parecem ir contra os seus sonhos e projectos pessoais). Nesta perspectiva, Abraão é o modelo do crente que percebe o projecto de Deus e o segue de todo o coração.A segunda leitura lembra aos crentes que Deus os ama com um amor imenso e eterno. A melhor prova desse amor é Jesus Cristo, o Filho amado de Deus que morreu para ensinar ao homem o caminho da vida verdadeira. Sendo assim, o cristão nada tem a temer e deve enfrentar a vida com serenidade e esperança.

Leitura I - Gen 22, 1-2.9a10-13.15-18
LeituraII - Rom 8,31b-34
Evangelho - Mc 9,2-10

CELEBRAR CANTANDO

Entrada - Escutai Senhor ( laud. 344)
Salmo - Caminharei na terra dos vivos
Ofertório - Razão de ser (folha)
Comunhão - Jesus tomou consigo ( laud.459)
Pós- Comunhão - Se me envolve a noite escura (laud.744)
Final - Ide e ensinai (laud. 432)

1º Domingo da Quaresma

No primeiro Domingo do Tempo da Quaresma, a liturgia garante-nos que Deus está interessado em destruir o velho mundo do egoísmo e do pecado e em oferecer aos homens um mundo novo de vida plena e de felicidade sem fim.
A primeira leitura é um extracto da história do dilúvio. Diz-nos que Jahwéh, depois de eliminar o pecado que escraviza o homem e que corrompe o mundo, depõe o seu “arco de guerra”, vem ao encontro do homem, faz com ele uma Aliança incondicional de paz. A acção de Deus destina-se a fazer nascer uma nova humanidade, que percorra os caminhos do amor, da justiça, da vida verdadeira.
No Evangelho, Jesus mostra-nos como a renúncia a caminhos de egoísmo e de pecado e a aceitação dos projectos de Deus está na origem do nascimento desse mundo novo que Deus quer oferecer a todos os homens (o “Reino de Deus”). Aos seus discípulos Jesus pede – para que possam fazer parte da comunidade do “Reino” – a conversão e a adesão à Boa Nova que Ele próprio veio propor.
Na segunda leitura, o autor da primeira Carta de Pedro recorda que, pelo Baptismo, os cristãos aderiram a Cristo e à salvação que Ele veio oferecer. Comprometeram-se, portanto, a seguir Jesus no caminho do amor, do serviço, do dom da vida; e, envolvidos nesse dinamismo de vida e de salvação que brota de Jesus, tornaram-se o princípio de uma nova humanidade.

CELEBRAR CANTANDO

Entrada - Caminha Povo de Deus (laud 188)
Salmo - Todos os Vossos caminhos Senhor são amor e verdade
Ofertório - Escuta Israel ( laud.342)
Comunhão - Nem só de pão vive o homem (folha)
Pós-Comunhão - Se alguém quiser seguir-Me
Final - Irmãos convertei (laud. 441)

7º DOMINGO DO TEMPO COMUM

liturgia do 7º Domingo do Tempo Comum convida-nos, uma vez mais, a tomar consciência de que Deus tem um projecto de salvação para os homens e para o mundo. Esse projecto (que em Jesus se torna vivo, palpável, realmente libertador) é um dom de Deus que o homem deve acolher com fé.
A primeira leitura fala-nos de um Deus que, em todos os momentos da história, está ao lado do seu Povo, a fim de o conduzir ao encontro da liberdade e da vida verdadeira. Sugere, no entanto, que o Povo necessita de percorrer um caminho de conversão e de renovação, antes de poder acolher a salvação/libertação que Deus tem para oferecer.
O Evangelho retoma a mesma temática. Diz que, através de Jesus, Deus derrama sobre a humanidade sofredora e prisioneira do pecado a sua bondade, a sua misericórdia, o seu amor. Ao homem resta acolher o dom de Deus, ir ao encontro de Jesus e aderir a essa proposta libertadora que Jesus veio apresentar.
A segunda leitura recomenda àqueles que aderiram à proposta de Jesus que vivam com coerência, com verdade, com sinceridade o seu compromisso, sem recurso a subterfúgios ou a lógicas de oportunidade.

LEITURA I -IS 43,18-19,21-22 4B-25
LEITURA II - 2 Cor 1, 18-22
EVANGELHO - Mc 2,1-12

CELEBRAR CANTANDO


Entrada - Alegre-se o coração (laud 142)
Salmo - Salvai-nos Senhor...
Ofertório - Minha vida tem sentido (laud. 500)
Comunhão - Senhor eu creio que sois Cristo ( laud. 759)
Pós- Comunhão - Confiarei ( laud. 588)
Final - Cantarei ao Senhor ( laud. 211)

6º DOMINGO DO TEMPO COMUM

A liturgia do 6º Domingo do Tempo Comum apresenta-nos um Deus cheio de amor, de bondade e de ternura, que convida todos os homens e todas as mulheres a integrar a comunidade dos filhos amados de Deus. Ele não exclui ninguém nem aceita que, em seu nome, se inventem sistemas de discriminação ou de marginalização dos irmãos.
A primeira leitura apresenta-nos a legislação que definia a forma de tratar com os leprosos. Impressiona como, a partir de uma imagem deturpada de Deus, os homens são capazes de inventar mecanismos de discriminação e de rejeição em nome de Deus.
O Evangelho diz-nos que, em Jesus, Deus desce ao encontro dos seus filhos vítimas da rejeição e da exclusão, compadece-Se da sua miséria, estende-lhes a mão com amor, liberta-os dos seus sofrimentos, convida-os a integrar a comunidade do “Reino”. Deus não pactua com a discriminação e denuncia como contrários aos seus projectos todos os mecanismos de opressão dos irmãos.
A segunda leitura convida os cristãos a terem como prioridade a glória de Deus e o serviço dos irmãos. O exemplo supremo deve ser o de Cristo, que viveu na obediência incondicional aos projectos do Pai e fez da sua vida um dom de amor, ao serviço da libertação dos homens.
LEITURA I - 13,1-2.44-46
LEITURA II - 10,31-11,1
EVANGELHO - MC 1,40-45


CELEBRAR CANTANDO

ENTRADA - Sede a rocha do meu refúgio ( laud. 750)
SALMO - Sois para mim refúgio
OFERTÓRIO - Pai nosso galego (folha)
COMUNHÃO - Deus enviou ao mundo ( laud.277)
PÓS-COMUNHÃO - É impossível ( folha)
FINAL - Creio em jesus ( laud.241)



V Domingo do Tempo Comum

Que sentido têm o sofrimento e a dor que acompanham a caminhada do homem pela terra? Qual a “posição” de Deus face aos dramas que marcam a nossa existência? A liturgia do 5º Domingo do Tempo Comum reflecte sobre estas questões fundamentais. Garante-nos que o projecto de Deus para o homem não é um projecto de morte, mas é um projecto de vida verdadeira, de felicidade sem fim.
Na primeira leitura, um crente chamado Job comenta, com amargura e desilusão, o facto de a sua vida estar marcada por um sofrimento atroz e de Deus parecer ausente e indiferente face ao desespero em que a sua existência decorre… Apesar disso, é a Deus que Job se dirige, pois sabe que Deus é a sua única esperança e que fora d’Ele não há possibilidade de salvação.
No Evangelho manifesta-se a eterna preocupação de Deus com a felicidade dos seus filhos. Na acção libertadora de Jesus em favor dos homens, começa a manifestar-se esse mundo novo sem sofrimento, sem opressão, sem exclusão que Deus sonhou para os homens. O texto sugere, ainda, que a acção de Jesus tem de ser continuada pelos seus discípulos.
A segunda leitura sublinha, especialmente, a obrigação que os discípulos de Jesus assumiram no sentido de testemunhar diante de todos os homens a proposta libertadora de Jesus. Na sua acção e no seu testemunho, os discípulos de Jesus não podem ser guiados por interesses pessoais, mas sim pelo amor a Deus, ao Evangelho e aos irmãos.

LEITURA I - Job 7,1-4.6-7
LEITURA II - 1 Cor 9,16-19.22-23
EVANGELHO - Mc 1,29-39

CELEBRAR CANTANDO

Entrada - Capelas e Carvide - Vinde e prostremo-nos (laud. 867)
Vieira - Recordamos ó Deus (laud.717)
Salmo - Capelas e Carvide - Louvai o Senhor que salva os corações atribulados
Vieira - O senhor é Rei num trono de Luz ( laud.591)
Ofertório - Capelas e Carvide - Ensina-me a viver (folha)
Vieira - Maria queremos Amar-te ( folha)
Comunhão - Capelas e Carvide - Vinde a Mim vós todos (laud. 862)
Vieira - Via de Amor
Pós- Comunhão - Capelas e Carvide - Tudo posso (laud. 830)
Vieira - Avé Maria (Mãe dos pobres...) folha
Final - Capelas e Carvide - Cristo quer a tua ajuda ( laud. 252)
Vieira - Mãezinha do Céu -( Cantemos todos - 564)