II DOMINGO DO ADVENTO

Somos convidados a equacionar o tipo de resposta que damos aos desafios de Deus. Ao propor-nos o exemplo de Maria de Nazaré, a liturgia convida-nos a acolher, com um coração aberto e disponível, os planos de Deus para nós e para o mundo.
A primeira leitura mostra (recorrendo à história mítica de Adão e Eva) o que acontece quando rejeitamos as propostas de Deus e preferimos caminhos de egoísmo, de orgulho e de autossuficiência… Viver à margem de Deus leva, inevitavelmente, a trilhar caminhos de sofrimento, de destruição, de infelicidade e de morte.
O Evangelho apresenta a resposta de Maria ao plano de Deus. Ao contrário de Adão e Eva, Maria rejeitou o orgulho, o egoísmo e a autossuficiência e preferiu conformar a sua vida, de forma total e radical, com os planos de Deus. Do seu “sim” total, resultou salvação e vida plena para ela e para o mundo.
A segunda leitura, tirada da liturgia do 2.º Domingo do Advento, dirige-se àqueles que receberam de Jesus a proposta do “Reino”: sendo o rosto visível de Cristo no meio dos homens, eles devem dar testemunho de união, de amor, de partilha, de harmonia entre si, acolhendo e ajudando os irmãos mais débeis, a exemplo de Jesus.
 
LEITURA I - Gen 3,9-1.20
LEITURA II - Rom 15,4-9
EVANGELHO - Lc 1,26-38
 
CELEBRAR CANTANDO
 
Entrada - Virgem Santa Imaculada   (975)
Salmo - Cantai ao Senhor um cântico novo porque Ele fez maravilhas
Ofertório - Antes que do nada   (897)
Comunhão - Eis a escrava do Senhor   (1078)
Pós-Comunhão - Eu te canto avé maria   ( 921)
Final - Avé Maria maria da Igreja  (903)

I DOMINGO DO ADVENTO

A liturgia deste domingo apresenta um apelo veemente à vigilância. O cristão não deve instalar-se no comodismo, na passividade, no desleixo, na rotina; mas deve caminhar, sempre atento e sempre vigilante, preparado para acolher o Senhor que vem e para responder aos seus desafios. A primeira leitura convida os homens – todos os homens, de todas as raças e nações – a dirigirem-se à montanha onde reside o Senhor… É do encontro com o Senhor e com a sua Palavra que resultará um mundo de concórdia, de harmonia, de paz sem fim. A segunda leitura recomenda aos crentes que despertem da letargia que os mantém presos ao mundo das trevas (o mundo do egoísmo, da injustiça, da mentira, do pecado), que se vistam da luz (a vida de Deus, que Cristo ofereceu a todos) e que caminhem, com alegria e esperança, ao encontro de Jesus, ao encontro da salvação. O Evangelho apela à vigilância. O crente ideal não vive mergulhado nos prazeres que alienam, nem se deixa sufocar pelo trabalho excessivo, nem adormece numa passividade que lhe rouba as oportunidades; o crente ideal está, em cada minuto que passa, atento e vigilante, acolhendo o Senhor que vem, respondendo aos seus desafios, cumprindo o seu papel, empenhando-se na construção do “Reino”

Leitura I - Is 2,1-5
Leitura II - 13,11-14
Evangelho - Mt 24,37-44

CELEBRAR CANTANDO -

Entrada - A Vós Senhor elevo a minha alma  (125)(
Salmo - Iremos com alegria
Ofertório - No fim dos tempos virá o Senhor   (523)
Comunhão -Estai preparados     (350)
Pós- Comunhão - Cantai Louvai   (206)
Final - Abri de par em par   (129)

XXXIV DOMINGO - CRISTO REI

A Palavra de Deus, neste último domingo do ano litúrgico, convida-nos a tomar consciência da realeza de Jesus. Deixa claro, no entanto, que essa realeza não pode ser entendida à maneira dos reis deste mundo: é uma realeza que se exerce no amor, no serviço, no perdão, no dom da vida. A primeira leitura apresenta-nos o momento em que David se tornou rei de todo o Israel. Com ele, iniciou-se um tempo de felicidade, de abundância, de paz, que ficou na memória de todo o Povo de Deus. Nos séculos seguintes, o Povo sonhava com o regresso a essa era de felicidade e com a restauração do reino de David; e os profetas prometeram a chegada de um descendente de David que iria realizar esse sonho. O Evangelho apresenta-nos a realização dessa promessa: Jesus é o Messias/Rei enviado por Deus, que veio tornar realidade o velho sonho do Povo de Deus e apresentar aos homens o “Reino”; no entanto, o “Reino” que Jesus propôs não é um Reino construído sobre a força, a violência, a imposição, mas sobre o amor, o perdão, o dom da vida. A segunda leitura apresenta um hino que celebra a realeza e a soberania de Cristo sobre toda a criação; além disso, põe em relevo o seu papel fundamental como fonte de vida para o homem
. LEITURA I - 2 Sam 5,1-3
LEITURA II _ Col1,12-20
Evangelho - Lc 23,35-43


CELEBRAR CANTANDO

Entrada - Cristo ontem...   (251)
Salmo - Iremos com alegria para a casa do Senhor
Ofertório - Senhor eu creio que sois Cristo   (759)
Comunhão - Em Vós Senhor está a fonte da vida   (327)
Pós-Comunhão - Cristo Rei da Glória
Final - Cristo vence  (255

LEITORES:
1ª -Leitura - Ana Célia
2ª Leitura - Rui Rodrigues
Oração dos Fieis - Cândida Natário

XXXIII DOMINGO DO TEMPO COMUM

A liturgia deste domingo reflecte sobre o sentido da história da salvação e diz-nos que a meta final para onde Deus nos conduz é o novo céu e a nova terra da felicidade plena, da vida definitiva. Este quadro (que deve ser o horizonte que os nossos olhos contemplam em cada dia da nossa caminhada neste mundo) faz nascer em nós a esperança; e da esperança brota a coragem para enfrentar a adversidade e para lutar pelo advento do Reino.
Na primeira leitura, um “mensageiro de Deus” anuncia a uma comunidade desanimada, céptica e apática que Jahwéh não abandonou o seu Povo. O Deus libertador vai intervir no mundo, vai derrotar o que oprime e rouba a vida e vai fazer com que nasça esse “sol da justiça” que traz a salvação.
O Evangelho oferece-nos uma reflexão sobre o percurso que a Igreja é chamada a percorrer, até à segunda vinda de Jesus. A missão dos discípulos em caminhada na história é comprometer-se na transformação do mundo, de forma a que a velha realidade desapareça e nasça o Reino. Esse “caminho” será percorrido no meio de dificuldades e perseguições; mas os discípulos terão sempre a ajuda e a força de Deus.
A segunda leitura reforça a ideia de que, enquanto esperamos a vida definitiva, não temos o direito de nos instalarmos na preguiça e no comodismo, alheando-nos das grandes questões do mundo e evitando dar o nosso contributo na construção do Reino.

Leitura I - Mal 4,1-2
Leitura II - 2Tes 3,7-12
Evangelho - Lc 21,5-19


CELEBRAR CANTANDO

Entrada - Deus fala de Paz   (280)
Ofertório - Estai preparados    ( 350)
Comunhão - Vós todos os que tendes sede    (888)
Pós-Comunhão - Fica entre nós Senhor   (401)
Final - Vamos caminhando   (840)

XXXII DOMINGO DO TEMPO COMUM

Tema do 32º Domingo do Tempo Comum
 
A liturgia deste domingo propõe-nos uma reflexão sobre os horizontes últimos do homem e garante-nos a vida que não acaba.
Na primeira leitura, temos o testemunho de sete irmãos que deram a vida pela sua fé, durante a perseguição movida contra os judeus por Antíoco IV Epifanes. Aquilo que motivou os sete irmãos mártires, que lhes deu força para enfrentar a tortura e a morte foi, precisamente, a certeza de que Deus reserva a vida eterna àqueles que, neste mundo, percorrem, com fidelidade, os seus caminhos.
No Evangelho, Jesus garante que a ressurreição é a realidade que nos espera. No entanto, não vale a pena estar a julgar e a imaginar essa realidade à luz das categorias que marcam a nossa existência finita e limitada neste mundo; a nossa existência de ressuscitados será uma existência plena, total, nova. A forma como isso acontecerá é um mistério; mas a ressurreição é uma certeza absoluta no horizonte do crente.
Na segunda leitura temos um convite a manter o diálogo e a comunhão com Deus, enquanto esperamos que chegue a segunda vinda de Cristo e a vida nova que Deus nos reserva. Só com a oração será possível mantermo-nos fiéis ao Evangelho e ter a coragem de anunciar a todos os homens a Boa Nova da salvação.

Leitura I - 2Mac 7,1-2.9-14
Leitura II - 2 Tes 2,16-3.5
Evangelho - Lc 20,27-38


CELEBRAR CANTANDO

Entrada - Escutai  Senhor a voz do meu clamor.  (344)
Salmo - Senhor ficarei saciado
Ofertório - Jesus nossa redenção.  (457)
Comunhão - E u vos darei a vida.  (385)
Pós - Comunhão - Eu sou a ressurreição.  (1094)
Final - Ressuscitou para a nossa vida.  (721)


XXXI DOMINGO DO TEMPO COMUM

 
Primeira leitura: Como descrever a felicidade dos mártires e dos santos na sua condição celeste, invisível? Para isso, o profeta recorre a uma visão.
 
Salmo responsorial: O salmo de hoje proclama as condições de entrada no Templo de Deus. Ele anuncia também a bem-aventurança dos corações puros. Nós somos este povo imenso que marcha ao encontro do Deus santo.
Segunda leitura: Desde o nosso baptismo, somos chamados filhos de Deus e o nosso futuro tem a marca da eternidade.
 
Evangelho: Que futuro reserva Deus aos seus amigos, no seu Reino celeste? Ele próprio é fonte de alegria e de felicidade para eles.

Leitura I - Ap 7,2-4.9-14
Leitura II - 1 Jo 3,1-3
Evangelho Mt 5,1.12


CELEBRAR CANTANDO

Entrada - O Senhor é a minha luz   (590)
Salmo - Louvarei para sempre o vosso nome
Ofertório - Eu vim para que tenham vida   (382)
Comunhão - Eu sou o pão vivo  II   (376)
Pós- Comunhão - Eu sou a ressurreição   (1094)
Final - Aleluia, louvor a vós   (149)

XXX DOMINGO DO TEMPO COMUM

A liturgia deste domingo ensina-nos que Deus tem um “fraco” pelos humildes e pelos pobres, pelos marginalizados; e que são estes, no seu despojamento, na sua humildade, na sua finitude (e até no seu pecado), que estão mais perto da salvação, pois são os mais disponíveis para acolher o dom de Deus.
A primeira leitura define Deus como um “juiz justo”, que não se deixa subornar pelas ofertas desses poderosos que praticam injustiças na comunidade; em contrapartida, esse Deus justo ama os humildes e escuta as suas súplicas.
O Evangelho define a atitude correcta que o crente deve assumir diante de Deus. Recusa a atitude dos orgulhosos e auto-suficientes, convencidos de que a salvação é o resultado natural dos seus méritos; e propõe a atitude humilde de um pecador, que se apresenta diante de Deus de mãos vazias, mas disposto a acolher o dom de Deus. É essa atitude de “pobre” que Lucas propõe aos crentes do seu tempo e de todos os tempos.
Na segunda leitura, temos um convite a viver o caminho cristão com entusiasmo, com entrega, com ânimo – a exemplo de Paulo. A leitura foge, um pouco, ao tema geral deste domingo; contudo, podemos dizer que Paulo foi um bom exemplo dessa atitude que o Evangelho propõe: ele confiou, não nos seus méritos, mas na misericórdia de Deus, que justifica e salva todos os homens que a acolhem.

Leitura I - Sir 35,15b-17.20-22a
Leitura II - 2 Tim 4,6-8.16-18
Evangelho - Lc 18,9-14


CELEBRAR CANTANDO

Entrada - Alegre-se o coração - 142
Salmo - O pobre clamou e o Senhor o ouviu
Ofertório - Eu estou à porta e chamo   (361)
Comunhão - Felizes os convidados I   (394)
Pós-Comunhão - Onde se reúnem dois   (627)
Final - Sois a semente   (793)